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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Bretzke demite 18 trabalhadores e não quer pagar as rescisões

Jaraguá do Sul/SC – A Bretzke Alimentos Ltda demitiu esta semana 18 trabalhadores e, como se não bastasse perder o emprego às vésperas do Natal, os demitidos não receberam as verbas rescisórias. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação, Sérgio Eccel, diz que infelizmente os empresários não têm respeito pelos anos de dedicação do trabalhador. "Nossas leis permitem esse tipo de procedimento. Fazem o que querem e não acontece nada", revolta-se Eccel.

O Sindicato vai homologar as rescisões para que os trabalhadores possam retirar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e encaminhar o pedido do Seguro Desemprego. No verso do documento, a entidade irá ressalvar que não houve o recebimento das verbas rescisórias. As demissões ocorreram no dia 4 de novembro e as homologações no Sindicato foram marcadas para o dia 13 de novembro, a partir das 10 horas. Ainda de acordo com o presidente do Sindicato, entre os demitidos estão trabalhadores com até 11 anos de trabalho dedicado à empresa.

- Agência INFORMA

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sindicato da Alimentação - Campanha unificada promete "esquentar"

Jaraguá do Sul/SC
Sindicato coletou 1.256 votos de trabalhadores da Seara Cargill, em agosto, e 1.228 (98%) dos votos concordaram com a pauta de reivindicações que está sendo negociada com os patrões.
Os trabalhadores do setor da carne não aceitam as propostas indecentes dos patrões, que oferecem um reajuste de salário muito inferior ao reivindicado. Os Sindicatos da Alimentação de Jaraguá do Sul, Forquilhinhas e Sidrolândia (MT) estão em plena Campanha Salarial Unificada e percebem que a categoria está mobilizada na luta por melhores salários e condições de trabalho. A negociação coletiva de trabalho vai esquentar.

A Seara Cargill, por exemplo, ofereceu apenas o INPC e mais 0,70%, o que não chega a 5% de aumento. Alem disso, estão se negando a discutir cláusulas sociais importantes, como a aceitação de atestados assinados por médicos que não são da empresa e a redução da jornada de trabalho aos sábados, protelada já desde a negociação do ano passado.

Diante da intransigência dos patrões, os trabalhadores continuam na luta. "Não podemos desistir", reage o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação de Jaraguá do Sul e Região, Sérgio Eccel, lembrando da campanha do ano passado, quando os trabalhadores de Forquilhinhas e Sidrolândia cruzaram os braços e conseguiram melhorar a proposta dos patrões.

Dissídio para garantir a data-base
No dia 28 de outubro o Sindicatos de Alimentação de Jaraguá do Sul, protocolou ação de dissídio coletivo para o setor da carne. A iniciativa foi necessária para garantir a data-base dos trabalhadores de Jaraguá do Sul e Região, que é em 1° de novembro. Na última tentativa de acordo, no Ministério do Trabalho, dia 28 de outubro, em Joinville, os patrões simplesmente não apareceram para negociar.

Negociação salarial com setor do arroz
A primeira rodada de negociação com os patrões do setor do Arroz aconteceu dia 21 de outubro, na sede do Sindicato (José Emmendoerfer, 240). "Não houve acordo, continuamos com a mesma proposta aprovada na Assembléia Geral do dia 19 de setembro", reforça o presidente do Sindicato, Sérgio Eccel, relatando as principais reivindicações: reajuste de 6% e mais a reposição integral do INPC dos últimos 12 meses, além da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial, licença maternidade de seis meses, cesta básica mensal de R$ 85,00, auxílio de 50% nas aquisição de medicamentos e adicional noturno de 50%.

Setor de Alimentação tem segunda rodada no dia 11
Não houve acordo também na primeira rodada de negociação com os patrões do setor de Alimentação de Jaraguá do Sul e Região, ocorrida dia 29 de outubro, no Centro Empresarial (Cejas). Próxima rodada está agendada para o dia 11 de novembro, no mesmo local. A diretoria do Sindicato manterá a categoria informada sobre o andamento das negociações.

- Agência INFORMA

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Trabalhadores da Seara Cargill aprovam pauta unificada de luta


Trabalhadores da Seara Cargill aprovaram a estratégia de convocação feita pelo Sindicato.



Os trabalhadores da Seara Cargill responderam de maneira positiva à pesquisa feita pelo Sindicato, dia 28 de agosto, no portão de entrada da empresa. A pesquisa apresentava as principais reivindicações da campanha salarial unificada dos trabalhadores do setor de Carne. Entre elas, a reposição salarial de 100% da inflação/INPC, aumento real de salário de 5%, redução da jornada de trabalho, melhorias nas condições de trabalho e saúde, licença maternidade de 180 dias, cesta básica mensal de R$ 85,00, auxílio farmácia de 50% e adicional noturno de 50%. A Assembleia aconteceu nos dois períodos, à tarde e à noite, e o Sindicato coletou 1.256 votos de trabalhadores e nada menos de 1.228 (98% dos votantes) concordaram com a pauta. "Este trabalho, na porta de fábrica, nunca foi feito antes, tivemos a participação maciça da categoria", comentou o presidente do Sindicato, Sérgio Eccel.
"Tudo o que se produz na Seara Cargill é igual nas três unidades. Por que os salários são diferentes?", questionou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação de Criciuma e Região de Forquilhinha, Célio Elias. A Campanha unificada reúne ainda os trabalhadores de Sidrolândia, no Mato Grosso, e mais de 8 mil nas três unidades da Cargill. Os trabalhadores de Criciuma realizaram a assembleia no dia 29 de agosto, e os de Sidrolândia reúnem-se às 9 horas do dia 5 de setembro. Os salários pagos em cada município são diferentes: na unidade da Cargill em Forquilhinhas, os trabalhadores recebem Salário Admissional de R$ 780,00 mensais; em Jaraguá do Sul, de R$ 620,00; e em Sidrolândia o valor pago é de R$ 510,00.
Os trabalhadores querem redução da jornada de trabalho aos sábados, já que a produção segue até as 22 horas naquele dia. Além disso, a pauta inclui reivindicações específicas na área da saúde, já que as trabalhadoras, em sua maioria, têm que permanecer em ambiente a uma temperatura de 10 graus, na sala de corte. Outra reivindicação diz respeito aos atestados médicos fornecidos por profissionais que não estejam ligados às empresa e que atualmente não são aceitos. Os vereadores Justino e Francisco, do PT, estiveram presentes à Assembléia realizada às 12h30min para manifestar apoio à campanha salarial. "Vieram para demonstrar o compromisso com os trabalhadores", agradeceu o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação de Jaraguá do Sul e Região, Sérgio Eccel.

Assista ao vídeo da Atividade na Seara-Cargill

- Agência INFORMA

terça-feira, 11 de março de 2008

Ex-trabalhadores da Nutrimental beneficiados depois de 16 anos


Devem receber valor bruto superior a R$ 2 milhões referentes aos adicionais de insalubridade e periculosidade

Sérgio Eccel e o assessor jurídico do Sindicato, Paulo Arrabaça, assinam o Acordo.

Jaraguá do Sul – Acordo coletivo assinado entre o Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação e a direção da empresa Nutrimental solucionou, mesmo que parcialmente, uma pendência judicial que já durava quase 16 anos. Em maio de 1992, os trabalhadores ingressaram com ação coletiva na Justiça do Trabalho, por intermédio do Sindicato, reivindicando pagamento dos adicionais de insalubridade e periculosidade. Na época, a filial da Nutrimental, em Guaramirim, possuia quase 600 trabalhadores. Em dezembro de 2001, quando foi fechada, não passava de 70. Dia 10 de março, aproximadamente 35 dos mais de 150 trabalhadores beneficiados receberam o pagamento da primeira etapa do Acordo, no valor bruto de R$ 2.076 milhões.

A segunda e a terceira etapas do pagamento, referentes aos adicionais de insalubridade, estão agendadas para 10 de abril e 10 de maio. Na última etapa, a partir de 10 de junho, os trabalhadores que têm direito ao adicional de periculosidade, e com valores superiores, serão pagos em dez parcelas. "O direito de centenas de trabalhadores ainda ainda são questionados pela empresa, mas vamos lutar até o fim para que todos recebam pelo trabalho que desempenhavam", afirma o presidente do sindicato dos Trabalhadores de Alimentação e ex-trabalhador da Nutrimental, Sérgio Eccel.

"É lamentável a morosidade da nossa Justiça, que ainda não se definiu em relação aos demais ex-trabalhadores que também fazem jus ao recebimento dos adicionais", manifesta o presidente do Sindicato. "O Acordo foi para pagar aquele pessoal cujo direito a empresa considera incontroverso", explica, considerando que "a maior vitória foi o reconhecimento da insalubridade e da periculosidade a que estavam submetidos os trabalhadores e que agora terão benefícios na aposentadoria, devem receber valores mensais significativos e retroativos na revisão da aposentadoria".

Entenda o caso
A Nutrimental foi uma das quatro empresas brasileiras investigadas por suspeita de superfaturamento nas licitações para venda de merenda escolar, em 1989, durante o governo Collor. O contrato foi cancelado "e aí a empresa entrou em decadência", lembra Eccel. "Em 1995 foi feito empréstimo no antigo Bamerindus e todo o dinheiro foi investido na matriz, em São José dos Pinhais (PR), tiraram daqui e levaram para lá", conta. Em dezembro de 2001, fechou a filial em Guaramirim, depois de renegociar a dívida o quanto foi possível mas, com a compra do banco pelo HSBC, teve que entregar o prédio e terreno em Guaramirim, menos as máquinas. Sérgio Eccel recorda que "a fábrica foi depenada, não deixaram nem uma lâmpada fluorescente sequer lá dentro". A produção estava reduzida a 70 trabalhadores, todos indenizados e pagos com dois salários de gratificação. Atualmente, a Justiça mantém a penhora da matriz da Nutrimental, em São José dos Pinhais. Contatos com Sérgio Eccel, fone 3371-2966.