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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

CUT lança rádio e TV Web para democratizar comunicação

Nova página na internet inclui programação em vídeo e em áudio 24 horas por dia.
Entidade sindical quer interferir em debates de outras áreas

Diante do auditório do Sindicato dos Bancários, na região central de São Paulo, tomado por lideranças cutistas e representantes de meios de comunicação progressista, a Central Única dos Trabalhadores deu mais um passo nesta sexta-feira (20) em defesa da democratização do acesso à informação no país.
O lançamento do novo portal da CUT, que agora conta também com rádioweb e TVweb, integrará os trabalhadores e os movimentos sociais na produção de conteúdo ignorado pelos grande latifundiários da mídia nacional. “Nossa produção se dará a partir da articulação dos sindicatos e dos movimentos sociais”, explicou a secretária de comunicação da central, Rosane Bertotti.

O evento que também comemorou o aniversário da CUT, fundada em 28 de agosto de 1983, e já foi transmitido ao vivo pelo site, começou com um debate sobre mídia e eleições em 2010.

Antes do início das discussões, um dos coordenadores da Rede Brasil Atual, Paulo Salvador, lembrou o investimento que o movimento sindical tem realizado para levar suas idéias à sociedade. Nos últimos anos, a criação do programa de rádio Jornal Brasil Atual e do impresso de mesmo nome, da Revista do Brasil, da Rede Brasil Atual e da TV dos Trabalhadores (TVT), que será lançada na próxima segunda (23), mostraram que era possível virar a página da informação. “Os trabalhadores precisam ter espaço para dizer o que pensam, porque sem uma nova mídia não vamos construir um novo Brasil”, falou.
Presidente da CUT, Artur Henrique, fez um balanço da história de luta e organização da classe trabalhadora para romper as barreiras impostas pelos meios de comunicação hegemônicos e indicou quais devem ser os passos seguintes. “Primeiro, devemos articular o conjunto de experiências já existentes e fazer com que essas informações cheguem às bases. Depois, precisamos ampliar estas informações e finalmente, buscar a sustentabilidade a longo prazo.

Diretor da rede Telesul, Carlos “Beto” Almeida, ressaltou a dívida informativa e cultural do país com a população, apontando estatísticas da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que mostram o Brasil com menor número de leitores de jornal do que a Bolívia e a quantidade incipiente de bibliotecas e cinemas em território nacional. “Precisamos tomar parte nesse espaço de disputa de poder. Na verdade, a grande imprensa é que se mostra uma arma de destruição em massa de inteligência e consciência”, definiu.
Almeida falou também tratou do controle do poder empresarial, do econômico e dos anunciantes, com destaque para a distribuição das verbas públicas. “Temos 58% dos recursos públicos para comunicação nas mãos da Globo. Já 30% do Plano Nacional de Livros Didáticos fica com a editora Abril. Recentemente havia 14 páginas de propaganda da Petrobrás na Veja, valor que certamente sustentaria duas ou três rádios comunitárias. Não podemos abrir mão de pleitear a participação na distribuição desse recursos, queremos um processo de desenvolvimento da comunicação para a classe trabalhadora”, refletiu.

Citando a aprovação recente do Estatuto da Igualdade Racial, ele comentou qual deve ser a missão da CUT, que enfrenta no Brasil ainda mais obstáculos que em outros países da América Latina, como México, Argentina, Venezuela e Bolívia, onde já existem jornais públicos para realizarem contraponto à palavra oficial do monopólio. “O papel da TV, da rádio e do site da CUT será dar uma explicação viva do que representam os temas distantes dos grandes meios de comunicação para fazer com que nos tornemos um país mais justo.”


Lançamento e redes sociais

Por volta do meio-dia, Rosane apresentou oficialmente a rede CUT. Ela afirmou que o novo portal estreitará o contato da entidade com a rotina dos trabalhadores por meio de debates, entrevistas e prestação de serviço.
Outro avanço é a ampliação do diálogo com as estaduais da CUT, que a partir de agora terão autonomia para publicar vídeo e áudio no endereço da nacional. O plano de comunicação da central inclui ainda a construção de sites para as estaduais que ainda não possuem e a reconstrução para aquelas que já tem uma página na web.
Mais um ponto importante mencionado foi a atuação da CUT junto às redes sociais, que também será ampliada, da mesma forma que a parceria com os movimentos sociais e com rádios e TVs comunitárias.

Da CUT Nacional, com Rede Brasil Atual

sexta-feira, 4 de junho de 2010

2ª Conclat aprova agenda de lutas para as eleições de outubro/2010

Documento aprovado dia 1º de junho, no Pacaembu, será entregue aos candidatos e candidatas à Presidência da República


A Agenda da Classe Trabalhadora para as eleições de 2010 foi aprovada pela unanimidade das trabalhadoras e trabalhadores presentes à Assembleia da 2ª Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora), realizada dia 1º de junho, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. A 2ª Conclat, retomada após 29 anos da realização da primeira edição, reuniu cinco centrais sindicais (CTB, CGTB, CUT, Força Sindical e NCST) e um total de 22 mil pessoas vindas dos vários estados brasileiros em caravanas, com mais de 600 ônibus, para implantar a plataforma em defesa da soberania e da independência nacional, um pacto unitário a ser entregue aos candidatos e candidatas a Presidência do Brasil.

Nem mesmo a chuva fina persistente atrapalhou a chegada dos manifestantes ao estádio municipal do Pacaembu que, antes do final da manhã, estava praticamente lotado. Em cada setor de arquibancadas, as centrais sindicais deram o brilho de suas bandeiras e o grito de guerra da classe trabalhadora, com destaque à luta pela implantação das 40 horas semanais de trabalho sem redução de salário e contra a criminalização dos movimentos sociais. "Viva a unidade, um exemplo a ser seguido contra a tirania da exploração. Vamos à luta pela justiça social que todos merecemos, viva o sindicalismo brasileiro unido", conclamou o dirigente da Federação Sindical de Cuba, Ramón Carbona, um dos muitos oradores que estiveram no palco, montado atrás de uma das goleiras do estádio.

"A dispersão não nos trará conquistas, temos que avançar juntos na luta pela jornada de 40 horas e pela igualdade de direitos, pelo fim do fator previdenciário e na defesa do reajuste de 7,72% para os aposentados", manifestou-se o presidente da Nova Central, José Calixto Ramos, bandeiras defendidas também pelo presidente nacional da CUT, Arthur Henrique, que citou ainda "o combate à terceirização e um desafio maior ainda: não permitir o retrocesso, a volta daqueles que implantaram as políticas neoliberais no país". A 2ª Conclat aprovou a Agenda, em que são detalhadas dezenas de diretrizes de ação reunidas em seis eixos estratégicos: Crescimento com Distribuição de Renda e Fortalecimento do Mercado Interno; Valorização do Trabalho Decente com Igualdade e Inclusão Social, Estado como Promotor do Desenvolvimento Socioeconômico e Ambiental; Democracia com Efetiva Participação Popular; Soberania e Integração Internacional; e Direitos Sindicais e Negociação Coletiva.

MANIFESTO

A Conferência Nacional da Classe Trabalhadora – Assembléia de 1º de junho de 2010 - realiza-se num momento em que o mundo ainda é perturbado pelas crises do capitalismo. Ao longo das últimas décadas, o processo de globalização hegemonizado pelo capital financeiro, fez com que os Estados nacionais perdessem, progressivamente, sua capacidade de gerar, controlar e executar políticas de suporte ao desenvolvimento econômico; de inclusão social com a geração de emprego, renda e valorização do trabalho. Nós, trabalhadores e trabalhadoras e nossas organizações sindicais, sempre denunciamos os vários problemas sociais e econômicos que derivam da implementação das políticas neoliberais: a desestruturação econômica; a fragilização do poder do Estado; a exclusão social e desregulamentação do mercado de trabalho, com milhões de famílias vítimas do desemprego; o acirramento sem controle da competição em todos os níveis, inclusive entre países, regiões e governos; a desvalorização do papel do empreendedor produtivo em prol da especulação financeira; a instabilidade e a precarização das relações de trabalho, marcada pela crescente informalização, pelos baixos salários e por restrições à ação sindical; o descaso com o desenvolvimento ambientalmente sustentável, entre outros.

Em resposta às crises econômica, política e ambiental, é preciso construir uma nova agenda dos trabalhadores e trabalhadoras do Norte e do Sul. É preciso colocar na ordem do dia o fortalecimento dos nossos laços internos de solidariedade e de cooperação internacional, de forma a potencializar aluta por novos modelos de desenvolvimento sustentável... Ao invés de competitividade, é preciso implantar, como princípio, a qualidade de vida. Temos que ter consciência que, frente aos problemas globais que ameaçam a todos, não existem soluções individuais. Ou vencemos todos, ou ninguém vence!

No Brasil... permanecem, ainda, muitos problemas a enfrentar e uma enorme dívida social a ser superada. No âmbito do mercado de trabalho, destacamos o alto desemprego, os baixos salários, a informalidade, a rotatividade da mão de obra e as discriminações, além da participação reduzida dos salários na renda nacional. Com a Conferência/Assembléia, a classe trabalhadora une ainda mais forças para lutar por um projeto nacional de desenvolvimento, orientado por três valores fundamentais: a democracia, a soberania do país e a valorização do trabalho.

O ano de 2010 é significativo para a classe trabalhadora brasileira. A eleição de outubro, marcada pela disputa entre distintos projetos políticos, é uma singular oportunidade para selarmos compromissos com o avanço das transformações necessárias à construção de um país igualitário e democrático. Nossa presença ativa no processo e no debate eleitoral deve buscar impedir retrocessos, garantir e ampliar direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, é fundamental eleger candidatos comprometidos com as bandeiras da classe trabalhadora.

Reafirmamos nosso compromisso de luta para ampliar direitos e conquistar uma nova sociedade, solidária e justa. A inclusão social e valorização do trabalho decente são os pilares para que o Brasil se consolide como um país onde homens e mulheres, do campo e da cidade, trabalhem e vivam com qualidade e dignidade.

São Paulo, 1º de junho de 2010.
CONFERÊNCIA NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA - ASSEMBLÉIA
Central Única dos Trabalhadores
Força Sindical
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
Nova Central Sindical dos Trabalhadores
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
_________________________________________________________
INFORMA

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Marcha dos Catarinenses reúne quatro mil pessoas

Florianópolis - A concentração dos trabalhadores e trabalhadoras que participaram da Marcha dos Catarinenses – Pela Vida e Saúde da Classe Trabalhadora foi na Praça Tancredo Neves, em frente à Assembleia Legislativa. Foram chegando aos poucos e tomando conta do espaço. Cada sombra disputada e dividida. Todos em volta do caminhão de som, de onde partia as orientações aos manifestantes e de onde as lideranças deram o seu recado. Vieram de todos os pontos de Santa Catarina. Tinha gente do Norte, do Sul, do Meio Oeste e da capital também. No total, a coordenação estima que 4 mil trabalhadores e trabalhadoras saíram da praça em caminhada pelas ruas centrais de Florianópolis na tarde de 28 de abril.

A Marcha manifesta a indignação dos trabalhadores e trabalhadoras com a política de saúde para os portadores de doenças do trabalho e vítimas de acidentes de trabalho e celebra o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Doenças e Acidentes de Trabalho, em 28 de abril. Todas as bandeiras de lutas dos trabalhadores e trabalhadoras de Santa Catarina foram levantadas a uma só voz na Marcha dos Catarinenses, que foi promovida em conjunto por todas as centrais sindicais de trabalhadores do Estado, a Fetiesc, o Movida (Movimento em Defesa da Saúde e Segurança da Classe Trabalhadora Catarinense), CNTI, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e Movimento das Mulheres Trabalhadoras Urbanas (MMTU). Esqueceram as diferenças em nome do compromisso para com a luta da classe trabalhadora.

Os manifestantes denunciaram a exploração e a falta de reconhecimento do patrão para com os trabalhadores e trabalhadoras, o assédio moral e sexual, os baixos salários e outras formas de exploração. No trajeto, foram distribuídos entre a população material informativo contendo os motivos e os objetivos da Marcha, entre eles, a redução da jornada de trabalho, a valorização do piso estadual de salário, implementação do piso nacional da educação, valorização dos servidores públicos, universalização dos direitos sociais, ética e moralidade na política e reforma agrária e política agrícola.

Apoio político

Os deputados do PT na Assembleia Legislativa, Dirceu Dresch e Pedro Uczai, e Ângela Albino, do PCdoB, subiram no caminhão de som e se pronunciaram favoráveis à Marcha e às reivindicações dos manifestantes. Todos apontaram a união das centrais sindicais como fator decisivo para a conquista das reivindicações e citaram como exemplo a aprovação do Piso Estadual de Salário, em setembro do ano passado. A ex-presidente do PT de Santa Catarina, Luci Choinacki, foi contundente em seu discurso, dirigido especialmente às mulheres: "Não nascemos apenas para criar filhos e trabalhar. Somos capazes de transformar o mundo", falou Luci, que é pré-candidata a deputada federal. Vereadores da capital e de outras cidades, assim como ex-deputados e pré-candidatos às eleições deste ano também demonstraram seu apoio participando da manifestação.

Dificuldade para trabalhar

O bancário Luiz Carlos Godinho, 55 anos, é bancário em Florianópolis e ao longo dos muitos anos de profissão acabou com problemas nos ombros. Acontece que Godinho é paraplégico e, para trabalhar com mais comodidade, precisaria de móveis adaptados a sua condição física. "Mas essa adaptação nunca aconteceu e estou lutando com a perícia para ver se reconhecem meu problema nos ombros", conta o bancário, que participou da Marcha. De acordo com ele, a manifestação foi muito boa, mas poderia ser melhor. "Pelo número de trabalhadores doentes e acidentados do trabalho, acho que tem pouca gente", resumiu o bancário.

Fetiesc entrega cartilha sobre doenças do trabalho

 
A Fetiesc (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Santa Catarina) confeccionou milhares de cartilhas que abordam os mais variados aspectos das doenças e acidentes de trabalho. A publicação foi distribuída entre os participantes da Marcha e ao povo nas ruas da capital. A Fetiesc desenvolve um trabalho de longa data na prevenção e conscientização no que se refere à saúde dos trabalhadores e trabalhadoras. O presidente da Fetiesc, Idemar Antônio Martini, classificou a Marcha como um marco na história de luta dos trabalhadores catarinenses e prevê maior número de pessoas na manifestação de 2011. "Ano que vem vamos reunir 10 mil trabalhadores e trabalhadoras para celebrar o Dia Internacional em Memória às Vítimas de Doenças e Acidentes de Trabalho", planeja.

Movida nas camisetas dos manifestantes

O Movida – Movimento em Defesa da Saúde e Segurança da Classe Trabalhadora – esteve presente não apenas no emblema das camisetas usadas pelos manifestantes. O Movida foi pioneiro na luta pela saúde do trabalhador ao denunciar as dificuldades dos lesionados com a perícia médica do INSS e cobrar dos representantes do governo a implantação de uma política de saúde pública favorável aos trabalhadores. Foi fundado pela Fetiesc em 6 de maio de 2003. Ao longo destes anos promoveu manifestações em várias cidades do Estado, tendo como tema o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Doenças e Acidentes do Trabalho. Ganhou abrangência nacional com o Movida Brasil e a realização do 1º Encontro Nacional para apurar a conivência dos peritos do INSS com os médicos de empresas no fornecimento dos laudos.

Nos anos de 2004 e 2005 o Movida promoveu audiências públicas na Assembleia Legislativa, com participação expressiva da classe trabalhadora. Em 2006 a manifestação aconteceu em Blumenau; em 2007, em Florianópolis, em frente à Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) e pelas ruas centrais da capital; em 2008, em Lages, com adesão do trabalhador do campo; em 2009, em Jaraguá do Sul; e, em 2010, novamente na capital.

INFORMA

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Catarinenses marcham pela redução de jornada de trabalho

Marcha acontece em Florianópolis, quarta-feira, 28 de abril, Dia Internacional em Memória das Vítimas de Doenças e Acidentes no Trabalho
Centrais sindicais de trabalhadores no Estado promovem quarta-feira, dia 28 de abril, a Marcha dos Catarinenses – Pela Vida e Saúde da Classe Trabalhadora. A Marcha marca a celebração do Dia Internacional em Memória das Vítimas de Doenças e Acidentes no Trabalho e acontece na Praça Tancredo Neves, centro de Florianópolis, a partir das 13 horas. Milhares de trabalhadores catarinenses participam do evento que tem por objetivo mobilizar a sociedade em torno dos problemas de saúde causados pelo excesso e péssimas condições no ambiente de trabalho. Trabalhadores da indústria, comércio, serviços, empregados, desempregados e aposentados, servidores públicos municipais, estaduais e federais, trabalhadores autônomos, agricultores familiares e ou acampados estarão juntos na Marcha dos Catarinenses.
A Marcha dos Catarinenses defende a Saúde dos trabalhadores e trabalhadoras, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, o fim da criminalização dos movimentos sociais, a valorização do piso estadual de salário, implementação do piso nacional de educação, valorização dos servidores públicos, universalização dos direitos sociais, ética e moralidade na política, reforma agrária e política agrícola, entre outros temas.

Uma morte a cada dois dias

Em Santa Catarina, conforme o Sistema de Informações e Mortalidade do Ministério da Saúde, entre 2007 e 2008 foi registrada uma morte a cada dois dias decorrente de acidentes de trabalho, além de mutilados ou incapacitados para o trabalho, fadiga, problemas de coluna ou depressão. Os números reais devem ser bem maiores, mas não são registrados porque o empregador não registra as ocorrências através da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Os atendimentos de perícias médicas são demorados e desumanos. Doentes, os trabalhadores e trabalhadoras são tratados com descaso.

Redução da jornada gera mais emprego e saúde

O Brasil tem uma das jornadas mais longas do mundo. Além de extensa, não há limite semanal, mensal ou anual para a execução de horas extras, o que torna a utilização de horas extras no país uma das mais altas. Todos ganham com a redução da jornada, inclusive o patrão. Os trabalhadores ganham porque ficam com mais tempo livre para viver a vida. Os patrões, porque passam a contar com funcionários mais felizes e mais saudáveis, o que aumenta a produtividade, falta menos e trabalha melhor, produz com mais criatividade.
Também o Estado e o Sistema de Saúde gastam menos com doenças profissionais, afastamentos, acidentes de trabalho, e a economia cresce, porque, com mais gente empregada, mais consumo. A sociedade, de um modo geral, também é favorecida com a redução da jornada porque, com mais tempo de lazer, o trabalhador passa a se ver como um cidadão e conseqüentemente passa a se envolver com tudo e a participar da vida social e cultural que lhe é oferecida, que está à disposição. Por fim, a redução da jornada para 40 horas deve gerar 2,3 milhões de empregos no país, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos).

Entidades promotoras da Marcha dos Catarinenses

A Marcha é uma iniciativa das centrais sindicais CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Movida (Movimento em Defesa da Saúde e Segurança da Classe Trabalhadora Catarinense), Fetiesc (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Santa Catarina), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e MMTU (Movimento das Mulheres Trabalhadoras Urbanas de Santa Catarina).

INFORMA

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Saúde do trabalhador é prioridade para a CUT


Jaraguá do Sul/SC – Fortalecimento das Cipas (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), implantação do programa de Organização no Local de Trabalho (OLT), mais ação do coletivo de Saúde dos Sindicatos cutistas de Santa Catarina e ainda achar alternativa para as pessoas doentes em decorrência do trabalho e que não têm seus direitos reconhecidos pelo INSS por causa dos diagnósticos dos médicos peritos. Estas foram as questões mais fortemente debatidas durante a primeira reunião descentralizada da Secretaria Estadual de Saúde do Trabalhador da CUT, realizada dia 18 de fevereiro, das 9h às 16h30, na sede do Sindicato dos Empregados no Comércio de Jaraguá do Sul.

Representantes de Sindicatos da CUT de oito municípios de Santa Catarina e da APDP (Associação de Portadores de Doenças Profissionais de Jaraguá do Sul) compareceram à reunião. A secretária da Secretaria Estadual de Saúde do Trabalhador da CUT e presidente do SEC de Jaraguá do Sul, Ana Roeder, cobrou mais ação: "Não vou ensinar ninguém a ser sindicalista, mas temos que nos inserir em todos os espaços possíveis, dar palestras, falar com as pessoas de RH e com estudantes", sugere Ana, ao se referir à terrível situação dos trabalhadores vítimas de doenças e acidentes de trabalho. "O trabalhador continua adoecendo e passando fome porque não consegue no INSS ter sua doença reconhecida pelo INSS", indigna Vilmar Ossowsky, do Siticom (Sindicato dos Trabalhadores da Construção e Mobiliário) de São Bento do Sul.

Entre as sugestões de ações que possam prevenir doenças e acidentes, o coletivo apontou a conscientização do trabalhador sobre o verdadeiro papel da Cipa, ferramenta importante na prevenção de acidentes. A OLT, aspecto considerado como um dos mais importantes na questão da saúde do trabalhador, não existe de forma eficiente em nenhum setor de trabalho em Santa Catarina. Pelo menos foi essa a conclusão dos sindicalistas presentes, que apontaram como exemplo na implantação de OLT uma empresa do setor da metalurgia de São Bernardo do Campo, na grande São Paulo.

A realização de cursos de formação também foi sugerida como alternativa para oportunizar o conhecimento das normas regulamentadoras entre trabalhadores, sindicalistas e cipeiros. Outra iniciativa sugerida é cobrar dos representantes políticos interferência na atuação dos médicos peritos que, segundo os sindicalistas, são os principais responsáveis pelo crescente número de doentes obrigados a retornar ao trabalho sem terem condições.

A saúde mental do trabalhador também foi discutida e vai passar a fazer parte da pauta das próximas reuniões do coletivo, com vistas às Conferências Municipais de Saúde Mental, que devem acontecer no período de 8 de março a 15 de abril. No próximo dia 7 de abril, quando se comemora o Dia Mundial da Saúde, estão programados dois dias de atividades em São Bento do Sul, com panfletagem nos locais de trabalho e visita à Câmara de Vereadores. No dia 16 de março acontece a próxima reunião descentralizada da Secretaria Estadual de Saúde do Trabalhador da CUT, na cidade de São Bento do Sul.

INFORMA

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Senhor deputado: vote sim pelo Piso Estadual de Salário

O Piso Estadual de Salário é viável para Santa Catarina e quem disser o contrário está indo na contra-mão da história e especialmente negando aos trabalhadores e trabalhadoras catarinenses o acesso a uma vida um pouco melhor. A classe trabalhadora catarinense está unida nesta luta pela implantação do piso estadual de salários. Em torno desta bandeira estão todas as centrais sindicais, federações e entidades representativas de trabalhadores o que, por si só, deveria ser suficiente para "sensibilizar" os nossos deputados estaduais que, ao que parece, estão na dúvida em relação ao assunto.

Alguns deputados catarinenses, infelizmente, ainda não sabem se atendem aos apelos dos empresários que, por meio da Federação patronal, a Fiesc, já se pronunciaram contra a implantação do piso estadual, ou ficam ao lado dos trabalhadores, que há anos brigam por esse benefício. O movimento sindical catarinense, inclusive, coletou recentemente 45.902 assinaturas junto à população, para avalizar e comprovar o desejo dos trabalhadores e trabalhadoras de Santa Catarina e da sociedade, de um modo geral. Por enquanto, estamos confiantes no bom senso dos deputados e esperamos que eles façam a parte deles, que é a de votar a favor do que é bom para a maioria.

De acordo com dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos de Santa Catarina) a diferença entre o piso estadual proposto e o valor do salário mínimo nacional a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2010, não passará de 15%, percentual que não representaria perdas para o patrão, mas ganhos para a classe trabalhadora. Nós, representantes dos trabalhadores e trabalhadoras, temos obrigação de repudiar os argumentos contrários à implantação do piso estadual de salário e conclamar o povo catarinense a cobrar de seus deputados representantes atitudes e ações que correspondam à vontade da maioria. O povo catarinense e o governo do estado são a favor. Senhores deputados: votem sim pelo Piso Estadual de Salário! Caso contrário, perderão a confiança depositada nas últimas eleições.

Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/SC);
Central Única dos Trabalhadores de SC (CUT/SC);
Força Sindical de SC;
Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST/SC);
União Geral dos Trabalhadores (UGT/SC).

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cerca de 5 mil protestam contra ‘CPI da direita’

Cresce campanha O petróleo tem que ser nosso

A Rio Branco fechou. Como nos velhos tempos. Com jeito de campanha que veio para ganhar as ruas. Cerca de cinco mil pessoas ocuparam a avenida, no centro do Rio, nesta quinta, 21, caminhando da Candelária até a porta da Petrobras, em defesa da empresa que continua a ser um símbolo de resistência para a maioria dos brasileiros.

A manifestação partiu da Candelária pouco depois das 9h. Ao longo da Avenida Rio Branco, deputados federais, estaduais, vereadores, o prefeito de Nova Iguaçu, representantes de sindicatos e de entidades regionais deram o tom, preocupados com o uso da CPI da Petrobras para fins eleitoreiros e, mais do que isso, suspeitando que a CPI sirva de pretexto para a retomada do debate sobre a privatização da empresa, no momento em que as jazidas descobertas na camada do pré-sal aguçam a cobiça internacional sobre essas riquezas.

O ponto alto das manifestações foi um abraço à sede da Petrobras, na Avenida Chile, ao som do Hino Nacional. Então, a coordenação, integrada pela Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), Federação Única dos Petroleiros (FUP), MST e Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, deu continuidade ao ato, passando o microfone às entidades nacionais.

O representante da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), Emanuel Cancella, destacou que “ao instalar a CPI, os partidos que sustentam a oposição de direita ao governo Lula conseguiram unificar as esquerdas, os nacionalistas e todos aqueles que enxergam por trás das alegadas boas intenções da CPI, a retomada do processo de desmonte e privatização da Petrobrás”.

João Moraes, da FUP, fez um discurso emocionado, conclamando a construção da unidade em torno da campanha O petróleo tem que ser nosso, por um novo marco regulatório, que garanta o controle estatal e social sobre o setor.

João Paulo, da Via Campesina e do MST, também saudou a unidade dos movimentos sociais e das esquerdas em torno da bandeira de luta “O petróleo tem que ser nosso”, consolidada na III Plenária Nacional da campanha, que aconteceu na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema, São Paulo (dias 12 e 13 de maio). Mas alertou que o processo de privatização da Petrobras está em curso desde os governos Collor-FHC e que desmascarar essa CPI “é apenas um dos muitos desafios que ainda teremos pela frente”.

Dirigentes do PT, PSB, PCB, PSTU, PSOL, representados no ato, reconheceram que a defesa da soberania nacional e do caráter público da Petrobrás só estarão assegurados se houver a cobrança das ruas. Concordaram que essa é uma luta que não pode se restringir aos espaços institucionais. Presidentes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) prometeram mobilizar suas bases e engrossar as próximas passeatas.

Algumas representações – Conlutas, PSTU, Intersindical - não pouparam críticas ao governo Lula nem a algumas políticas gerenciais da Petrobras, cobrando mais atenção a questões como segurança no trabalho e prevenção de acidentes ambientais. Mas, separando o joio do trigo, repudiaram o histórico de seus autores e os interesses ocultos que movem os promotores da CPI.

A plenária de Guararema foi várias vezes apontada como um momento histórico: lá se firmou a unidade dos movimentos sociais e sindicais em torno do slogan “O petróleo tem que ser nosso” e da construção de um abaixo-assinado único, a ser transformado em projeto de lei de iniciativa popular. O texto do abaixo-assinado propõe “o monopólio estatal do petróleo e gás, a reestatização da Petrobras, o fim das concessões brasileiras de petróleo e gás e que os recursos oriundos dessa atividade tenham destinação social”.

Lutadores de ontem, hoje e sempre
Aos 94 anos de idade, Maria Augusta Tibiriçá, presidente do Movimento em Defesa da Soberania Nacional (Modecon) e sucessora de Barbosa Lima Sobrinho, receberia homenagem especial, mas não pode participar do ato, por problemas de saúde. Nas décadas de 1940-50, ela foi uma guerreira à frente da campanha O Petróleo é Nosso, que resultou na criação da Petrobras, em 1953, através da Lei 2004, assinada pelo então presidente Getúlio Vargas. A mesma lei que estabelecia o monopólio da União sobre a exploração, produção, refino e transporte do petróleo. Hoje ela afirma que “ainda não pendurou as chuteiras” e está de volta, com toda a garra, na campanha O petróleo tem que ser nosso.

Tibiriçá não pode comparecer, mas mandou uma mensagem, lida pelo petroleiro Isnard, em que destaca: “A CPI não é legítima, porque seus articuladores são os mesmos que derrubaram a Lei 2004”. Para substituí-la foi criada a Lei 9477/97, no governo Fernando Henrique Cardoso. A descoberta das enormes jazidas do pré-sal, que deverão inserir o Brasil entre os países com as maiores reservas do mundo, recolocam na pauta o debate sobre a necessidade de um novo marco regulatório e o fim dos leilões nos campos estratégicos de petróleo e gás.

Delegações de todo o país
Petroleiros vieram de Sergipe-Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Norte Fluminense, Caxias, somando-se às bases do Rio de Janeiro e Angra dos Reis. Metalúrgicos vieram de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, em massa. Camponeses do MST vieram do interior fluminense, sobretudo de Campos. Estudantes, professores, servidores públicos, os movimentos de trabalhadores Sem Teto, Desempregados – em menos de dois dias, amplas camadas da população conseguiram se organizar e se mobilizar para a primeira de uma série de manifestações em defesa da soberania nacional.

Nova manifestação será organizada em Brasília. O combustível, a energia que leva a população a retomar as ruas é a defesa do caráter público da Petrobras, da reestatização, do controle social da empresa e outras bandeiras que já vêm sendo discutidas nos encontros, plenárias e seminários da campanha O petróleo tem que ser nosso (leia mais em www.apn.org.br), há cerca de dois anos.

Entidades presentes

FNP, FUP, MST, Via Campesina, Assembléia Popular, CUT, Conlutas, Intersindical, CTB, CGTB, UNE, UBES, ABI, sindicatos de metalúrgicos, petroleiros – dentre quais o Sindipetro-RJ - químicos, bancários, trabalhadores nos Correios, advogados, engenheiros, professores, portuários, além do Modecon, Casa da América Latina, FIST, dentre outros.

Partidos políticos que enviaram parlamentares e representantes para o ato: PT, PCB, PSOL, PSTU, PSB e PC do B.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Dia Nacional de Lutas e Mobilização pela Redução da Jornada de Trabalho

Publicado: 11/04/2008 - 15:56 - Por: CUT

A relação de atividades que comporão o Dia Nacional de Lutas e Mobilizações pela Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salários será anunciada na próxima segunda-feira, dia 14, às 10 horas, pelos presidentes das centrais sindicais – CUT, Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil) NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores) e CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil).

O Dia Nacional de Lutas e Mobilizações pela Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salários, propriamente dito, vai ocorrer em 28 de maio e será marcado por manifestações, atos públicos, passeatas, assembléias e paralisações por todas as regiões do Brasil, em defesa da aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de emenda constitucional nº 393/01, de autoria dos senadores Paulo Paim e Inácio Arruda.

Sindicatos e federações estão colhendo assinaturas de trabalhadores em suas bases e também em locais de grande concentração popular para o abaixo-assinado reivindicando a redução da jornada que será enviado ao Congresso Nacional.
Lançamento do Dia Nacional de Lutas das centrais sindicais
Data: segunda-feira (dia14) - Horário: 10 horas
Local: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa
Rua São Joaquim, 381 – Liberdade - São Paulo – SP
Mais informações:
Artur Henrique, presidente da CUT - (11) 2108 9120