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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os trabalhadores das universidades e as “regras” da greve


Elaine Tavares - Jornalista - Palavras Insurgentes 
Quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Muitos companheiros de esquerda me têm feito críticas severas por conta dos escritos sobre o governo Lula e Dilma. Alguns, surpreendentemente, até me colocam no mesmo patamar dos membros do PIG (Partido da Mídia Golpista). Mas, tal como o grande repórter Marcos Faerman, diante de um general, durante a ditadura militar, eu digo: “Estes são os fatos, general”. A presidente Dilma usou uma medida de força para desmontar a greve dos trabalhadores das universidades federais: entrou na justiça pedindo a ilegalidade do movimento. Diz a ação ajuizada no Superior Tribunal de Justiça que os trabalhadores não esgotaram a negociação e começaram a greve de forma abusiva. Vamos aos detalhes:
O governo ofereceu aos trabalhadores uma lei de cargos durante a greve de 2003, quando os trabalhadores lutavam contra o projeto de Previdência. A lei foi aprovada, mas já se sabia que ele traria muitos problemas para os trabalhadores. Por conta destes problemas foram realizadas duas greves, a de 2005 e 2007, ambas para tentar solucionar as questões pendentes da lei, tais como um vencimento complementar, problemas de enquadramento, aposentados prejudicados, extinção de cargos, falta de racionalização nas funções, etc...

A greve de 2007 acabou com um acordo fechado sobre esses temas. Praticamente nada do acordado foi cumprido. Nesse meio tempo a Federação dos Sindicatos, a Fasubra, esteve envolvida em grupos de trabalho com o governo e reuniões intermináveis. Era a implantação da lógica da “negociação permanente”. É disso que a presidente fala. Negociação permanente. Ela diz que a greve é ilegal porque os trabalhadores não querem ficar na negociação permanente. Ora, negociação pressupõe que as partes conversem e cada uma ceda em alguma coisa para se chegar a um ponto comum. Se formos analisar as reuniões com o governo que acontecem desde 2007 elas não são de negociação. O governo diz não e ponto.

Pois a Justiça recebeu a ação e em questão de dias já deu uma liminar. Não julgou o mérito, se a greve é ilegal ou não, mas já arbitrou uma punição aos grevistas. Outro problema. A justiça definiu que os setores devem funcionar com 50% dos trabalhadores. Mas, ao mesmo tempo não arbitrou nada para o governo. Ou seja, a decisão é de punição. A quem? Aos trabalhadores!

Outra questão que precisa ser analisada pelos trabalhadores é a seguinte: desde quando um movimento grevista tem de se submeter à ordem jurídica? Pelo que podemos observar da história das lutas dos trabalhadores, a batalha do trabalho contra o capital sempre se deu no campo da vida mesma, da luta real e concreta. Os trabalhadores explorados e violentados nos seus direitos se rebelam. Assim, a greve é um momento de exceção, de subversão da ordem. Como pode então a luta se submeter a regras ditadas pelo Estado ou pela Justiça. Isso me parece incognoscível (de difícil compreensão).

Não foi sem razão que sempre critiquei a alegria com que parte das lideranças sindicais brasileiras saudaram a legalização das Centrais sindicais. Na época eu dizia: como os trabalhadores podem se submeter a regras fixadas pelo Estado sobre como se organizar, sobre como entrar em greve, percentuais de presença nas assembléias, etc... Ora, a organização dos trabalhadores é da competência dos trabalhadores. Ela deve ser livre de qualquer força estatal ou patronal. Portanto, no meu ponto de vista, jamais um sindicalista de verdade, calejado na luta real, poderia aceitar e saudar essa institucionalização da vida sindical no aparelho do Estado.

Da mesma forma penso em relação à Justiça. Ela não poderia arbitrar sobre regras para que uma luta se faça. Isso quem decide são os trabalhadores. Eles assumem os riscos de subverterem a ordem existente e fazem o que precisa ser feito numa queda de braço contra os patrões. Historicamente tem sido assim, os oprimidos e explorados, quando não agüentam mais a opressão, levantam-se em luta, em greve, em rebelião. E o braço forte do Estado (ou patronal) usa os seus recursos para destruir, esfacelar, reprimir. Conforme a força dos trabalhadores há momentos em que eles vencem. Outras vezes são derrotados. Mas são os trabalhadores que se juntam e discutem as suas formas de luta.

A Justiça, no mundo liberal burguês, representa a classe dominante. É quase que absolutamente certo que são os interesses dos proprietários, dos poderosos, dos governantes, os que prevalecem. Raros são os momentos em que a Justiça beneficia os de baixo. Até porque as leis são definidas no legislativo nacional que, via de regra, tem a hegemonia dos poderosos. É uma conta simples. De fácil compreensão.

Agora, depois de anos em mesas de “negociação”, os trabalhadores disseram: basta! E se rebelaram. Querem que o governo apresente uma proposta concreta para os problemas. E o que faz o governo? Nega-se a conversar, coloca os trabalhadores na Justiça e ainda apresenta um projeto de congelamento salarial por 10 anos. Quem, em sã consciência, pode aceitar isso? Praticamente o governo não deu saída aos trabalhadores.

Agora vem a Justiça e manda os trabalhadores voltarem ao trabalho em 50%. Isso significa que, se acatada essa punição, cada setor teria de voltar ao trabalho. Precariamente. Em que isso ajuda a resolver o problema? Em nada. O restaurante Universitário com 50% não pode produzir as refeições e, os demais setores, funcionando pela metade, que tipo de trabalho produzirão? É uma decisão inútil. Não resolve a questão dos trabalhadores e nem dos usuários que se sentem prejudicados.

Nesse sentido, a greve continua. Porque nem se os trabalhadores decidirem cumprir a indicação da Justiça os problemas se resolvem.

Na minha modesta opinião é mais do que hora do movimento sindical parar para pensar o caminho que anda trilhando. Na medida em que os trabalhadores e suas entidades organizativas vão acatando uma institucionalização por dentro do Estado – aceitando regras e leis vindas de fora da classe - estão fazendo uma aposta alta demais. E o que está em jogo não é qualquer coisa prosaica como o cargo de presidente ou secretário, é a vida real de cada trabalhador e trabalhadora, seu hoje e seu amanhã. As lideranças têm, portanto, um papel decisivo nesse momento. Muito já foi concedido, muitos aplausos já ecoaram durante as propostas de regulamentação da luta dos trabalhadores feitas por que não o é.

No caso das universidades, seria preciso ter lideranças capacitadas a compreender que é chegada a hora de virar esse quadro. Que os trabalhadores precisam retomar concretamente a condução de suas lutas. Mas isso tampouco é coisa que se faz num passe de mágica. É preciso trabalho, estudo, militância, espírito revolucionário, consciência de classe.

É tempo de plantar a terra. É tempo de plantar. Novas sementes, novas sementes. Há um novo tempo exigindo novas respostas. E isso precisa vir... Sinto que é tempo.
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terça-feira, 30 de março de 2010

Prefeita de Jaraguá do Sul anuncia através da imprensa a proposta de reajuste salarial de 7%

Sindicato foi proibido de participar da entrevista coletiva, realizada na manhã de hoje

A prefeita Cecília Konell chamou a imprensa para anunciar o reajuste salarial dos servidores públicos municipais de Jaraguá do Sul, que ficou em 7% - e do vale alimentação, que foi para R$ 11,00. Toda a imprensa oficial foi convidada. Menos o Sindicato que representa a categoria. Além de não serem convidados, a diretoria do Sinsep e o assessor de imprensa foram proibidos de entrar na sala onde aconteceria a coletiva com a imprensa, no final da manhã de hoje (30 de março). "Não fomos convidados, mas decidimos comparecer por entender ser do nosso direito", afirmou o presidente do Sinsep, Luiz Carlos Ortiz Primo, que foi impedido de participar da coletiva juntamente com a diretora Idinei Petry e o jornalista Sérgio Homrich dos Santos. O assessor de imprensa da Prefeitura, radialista Agostinho Oliveira encaminhou os sindicalistas do Sinsep para a sala da filha da prefeita, Fedra Konell, que justificou o impedimento.

Esta não é a primeira vez que a família Konell expulsa jornalista de coletiva. As alegações da família Konell, pronunciadas durante a coletiva "fechada" à imprensa, são de que o Sindicato é partidário e não representa a totalidade dos servidores. A diretoria do Sinsep lamenta mais este episódio de cunho totalitarista da administração municipal, assim como o fato de não haver sido ratificada a Convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que garante ao servidor público, entre outras coisas, o direito à negociação coletiva de trabalho, em data definida e por direito legal.

O Sindicato protocolou junto à Prefeitura, no dia 12 de março de 2010, ofício solicitando audiência para tratar da pauta de reivindicações aprovada pela categorioa em Assembleia Geral, realizada dia 11 de março, no auditório do STIVestuário, e que contempla muitos outros pontos, além do reajuste salarial e o aumento do auxílio alimentação, anunciados pela prefeita durante a coletiva. Paralelo a isso, os diretores do Sindicato coletaram assinaturas de toda a categoria, em apoio à pauta de reivindicações. Foram coletadas nada menos de 1.476 assinaturas de um universo de 2.700 servidores municipais, sendo 1.300 sindicalizados.

Alheia a essas mobilizações, a prefeita desrespeitou o Sindicato enquanto representante legítimo dos servidores jaraguaenses, descartou o processo de negociação em curso, e ignorou o clamor da categoria por um reajuste salarial de 14%. Antes de se ausentarem da Prefeitura, os diretores do Sinsep receberam ofício assinado pela chefe de gabinete, Fedra Konell, em que agenda a audiência com o Sindicato para as 14h30min do dia 5 de abril de 2010. "A prefeita deveria se manifestar sobre a Audiência antes de convocar a imprensa para anunciar o reajuste, esperávamos que o direito à negociação prevalecesse", critica Luiz Ortiz Primo. Ainda nesta semana, a diretoria do Sindicato deve se reunir para debater sobre o assunto.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Chapa da CUT vence eleição do Sindicato dos Servidores de Joinville

Totalizando 1134 votos, a Chapa 3 - MovimentAÇÃO foi eleita a nova diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville. Depois de extensiva campanha e de um pleito conturbado e muito concorrido, por uma diferença de 207 votos a chapa 3 superou a segunda colocada, a chapa 5.

Ulrich Beathalter é o presidente do Sindicato dos Servidores de Joinville


Mudança para fortalecer - Site da CUT.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Licença maternidade de seis meses aprovada com emendas do Sinsep

Mobilização do Sindicato garantiu andamento rápido do Projeto
de Lei Complementar e a inclusão de emendas necessárias


A Câmara de Vereadores aprovou, em única votação, na sessão do dia 25 de agosto, o projeto de lei complementar nº 8/2009 que institui a licença maternidade de 180 dias para as servidoras jaraguaenses e estende o benefício às servidoras e servidores que adotarem crianças com idade de até 14 anos. Trata-se da primeira reivindicação feita pelo Sinsep à prefeita Cecília Konell, ainda antes da posse. Desde o dia 3 de julho, quando a Mensagem da prefeita chegou à Câmara, o Sinsep passou a negociar com os vereadores a inclusão de emendas ao Projeto, que foram acatadas na íntegra.

A primeira Emenda Aditiva (nº 10), sugerida pelo Sinsep, garante à servidora o início das férias logo após o término da licença maternidade de seis meses, se assim tiver direito e o desejar. A segunda emenda aprovada pelos vereadores (nº 11) adiciona dispositivo ao art. 4º, estendendo o direito à licença maternidade de seis meses às servidoras que estiverem no gozo da licença-maternidade ou licença-adoção, a partir da aprovação da Lei.

Os vereadores fizeram questão de destacar a mobilização e a persistência do Sinsep pela aprovação do Projeto de Lei. Foi o caso da vereadora Natália Petri, que lembrou sua “preocupação em contemplar as expectativas do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais” e agradeceu “à prefeita por acatar as aspirações do Sindicato”. Para o vereador Justino Pereira da Luz (PT), “a aprovação da licença maternidade de 180 dias vai ficar na história de Jaraguá do Sul, foi uma revolução nos direitos dos trabalhadores públicos”. A vice-presidente do Sinsep, Idinei Petry, acompanhou a votação do Projeto: “Foi uma vitória das servidoras públicas e do Sindicato, que conseguiu incluir as emendas necessárias“.

Agora, apenas os municípios de Corupá e Schroeder, na microrregião, ainda não enviaram à Câmara o Projeto de Lei Complementar que concede às servidoras mais dois meses de licença maternidade, além dos quatro constitucionais. As servidoras de Massaranduba foram as primeiras da microrregião a ter direito à licença maternidade de seis meses. Em seguida, direito foi estendido às servidoras de Guaramirim.

Conheça a íntegra da Lei.

- Agência INFORMA

terça-feira, 11 de março de 2008

Servidores de Jaraguá do Sul reivindicam 8% de aumento salarial

Proposta foi aprovada durante assembléia realizada dia 6 de março

A assembléia dos servidores públicos municipais jaraguaenses, realizada dia 6, no auditório do STIVestuário, aprovou a reivindicação de 8% de reajuste salarial e mais R$ 1,00 no valor do vale refeição, hoje em R$ 7,00, concedido a todos os servidores por dia trabalhado. O reajuste salarial refere-se à variação do INPC (Índice nacional de Preços ao Consumidor) de 1º de maio/2007 a 30 de abril/2008, estimada em 5,34%, além de 2,66% de aumento real. A pauta de reivindicações foi entregue à Prefeitura na sexta-feira, dia 7.

No início de abril as prefeituras precisam encaminhar o projeto de aumento salarial dos servidores, em função das eleições municipais. A Prefeitura de Jaraguá do Sul repassou no ano passado apenas a variação do INPC, de 3,3% e, recentemente, encaminhou à Câmara o Projeto de Reforma do Plano de Cargos e Salários que contemplou aproximadamente 700 dos cerca de 2.800 servidores jaraguaenses. Ao final da assembléia foi eleita uma Comissão de Servidores para participar da rodada de negociação com a Prefeitura.

"Servidor valorizado, serviço público qualificado"


O Sinsep deflagrou a Campanha Salarial em todos os municípios da microrregião. Oito outdoor’s foram colocados em pontos estratégicos dos municípios destacando o tema da Campanha: "Servidor valorizado, serviço público qualificado". "Reivindicamos aumento real de salário, reajuste no vale refeição e melhores condições de trabalho", convoca a presidente Idinei Petry. A primeira assembléia aconteceu em Corupá, dia 4 de março, e as próximas serão em Massaranduba (11), Guaramirim (13) e Schroeder (14). "O Sinsep precisa de todos nesta mobilização", reforça Idinei.

sábado, 1 de março de 2008

Sinsep participa de sessão da Câmara

Vereadores devem aprovar Projeto de
reforma do Plano de Cargos e Salários

Jaraguá do Sul
– A Câmara de Vereadores tem até o início de abril, em virtude das eleições municipais, para votar o Projeto de Lei 320/2007 que institui a Reforma Plano de Cargos e Salários dos servidores públicos municipais. A presidente do Sinsep (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais), Idinei Petry, esteve na sessão da Câmara no dia 28, a convite dos vereadores, para falar sobre a necessidade de se aprovar o Projeto. A reforma foi referendada por ampla maioria da categoria em Assembléia realizada dia 14 de fevereiro, e ainda recebeu melhorias no dia 21, após reunião com Sinsep, representantes da administração e servidores, na Prefeitura.

A expectativa de Idinei é de que a Câmara aprove o PL 320/2007, confirmado pelo pronunciamento do presidente em exercício do Legislativo, Terrys da Silva. Segundo ele, o resultado da Assembléia "serve de indicativo para os vereadores aprovarem o Projeto", que foi enviado para a Câmara no final do ano passado. Na avaliação da presidente do Sinsep, a aprovação da reforma do Plano de Cargos e Salários representa uma vitória para os servidores e o resultado de uma luta de 10 anos.

"A partir da aprovação, acabam muitas das distorções geradas na troca do regime celetista para o estatutário, ocorrido há mais de 10 anos. Solicitamos aos senhores que aprovem o Projeto de Lei 320/2007 pois, mesmo sabendo que não contempla a totalidade dos Servidores, ele corrige muitas injustiças do atual Plano de Cargos e Salários", pediu Idinei, lembrando que "o Sinsep continuará na luta com toda a categoria para que todos os servidores tenham suas reivindicações atendidas, pois somente com a valorização dos servidores teremos, cada vez mais, um serviço público de qualidade".

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Servidores podem definir greve

CONFEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
SECRETARIA DE IMPRENSA E COMUNICAÇÃO

Neste sábado e domingo a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), que representa 70% dos servidores do Executivo, realiza sua Plenária Nacional. Cerca de duzentos delegados de base se reúnem no Teatro Dulcina, no Conic, para discutir o andamento das negociações com o governo. Das discussões e debates deste fim de semana pode sair um indicativo de greve do setor.

Os servidores vão definir ainda um plano de lutas, pauta de reivindicações e um calendário de mobilização e atividades. Uma grande marcha a Brasília já foi agendada e acontece na segunda quinzena de março.

Pelo menos 28 categorias com acordos e compromissos firmados com o Ministério do Planejamento seguem apreensivas, desde que o governo anunciou cortes no orçamento que podem afetar reajustes negociados ao longo de 2007.
Plenária Nacional Condsef
Sábado e domingo - A partir das 10 horas
Teatro Dulcina - SDS - Edifício Conic, bloco C. Lojas 30/64

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Imprensa Condsef (61) 9116-7445 - (61) 2103-7205