Pressionados pela greve, patrões concedem 7,5% de reajuste salarial, sendo 2% de aumento real
As trabalhadoras e trabalhadores do setor Plástico de Biguaçu, Jaraguá do Sul e Rio Negrinho recebem no quinto dia útil de julho reajuste salarial de 7,5% como resultado das negociações coletivas de trabalho com o Sindicato patronal. O reajuste é retroativo a 1º de abril, abrange também os pisos salariais da categoria e representa 2% de aumento real em relação à variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) registrada entre 1º de abril de 2007 e 31 de março de 2008, de 5,5%. A Convenção Coletiva inclui ainda cláusula de abono salarial no valor de R$ 150,00 a todas as trabalhadoras e trabalhadores, a ser pago até o quinto dia útil de agosto. As demais cláusulas da Convenção anterior foram mantidas.
O fim do impasse com o Sindicato patronal começou a se definir a partir da paralisação de 100% das quase 300 trabalhadoras e trabalhadores da empresa Plasc, em Biguaçu, no dia 10 de junho. A Campanha Salarial do setor foi deflagrada de forma unificada, através da coordenação da Fetiesc (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de SC). O secretário de Negociação Coletiva da Fetiesc e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Químicos, Plásticos, da Borracha e Papelão de Jaraguá do Sul e Região, Sérgio Ferrari, ressalta a importância política do movimento: "Tivemos a confiança e participação da categoria nas Assembléias, em cada município, definindo pelo estado de greve com muita coragem, por tudo isso, a nossa campanha unificada está consolidada", avalia Ferrari.
O presidente da Fetiesc, Idemar Antônio Martini, destaca o comprometimento dos dirigentes de entidades filiadas e de muitas não-filiadas à Federação, que se deslocaram do oeste e do sul do estado para fortalecer o movimento unificado. "Isso demonstra que a unidade da classe trabalhadora, participando das lutas pela garantia de direitos, traz resultados positivos, sempre". Martini lembra que, desde a primeira rodada de negociação, "os patrões tentaram romper com a unidade das trabalhadoras e trabalhadores". A Campanha Unificada lançada pela Fetiesc começou a ser planejada há seis meses, após a realização de uma pesquisa de opinião, para expressar as reivindicações mais urgentes da categoria. Uma delas, que não chegou a ser conquistada, foi a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com o fim do trabalho aos sábados. "Agora, o debate vai continuar, por empresa, de maneira constante", adianta Sérgio Ferrari. Informa Editora- Jaraguá
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
Setor Plástico de SC: Máquinas Paradas Devido à Intransigência Patronal
Trabalhadores e trabalhadoras da empresa Plasc, em Biguaçu, iniciaram a greve durante a madrugada
A primeira empresa do setor plástico a paralisar atividades na produção foi a Plasc, na noite do dia 10. Mais de 80 dirigentes sindicais de todo estado permaneceram defronte ao portão principal da empresa, em Biguaçu, durante toda a madrugada, para convencerem os trabalhadores e trabalhadoras do terceiro turno sobre a necessidade da greve, que deve se estender a outras empresas da categoria, em Jaraguá do Sul e Rio Negrinho. A Plasc possui aproximadamente 300 trabalhadores nos três turnos.
"A greve vai se alastrar a outras empresas devido à intransigência dos patrões, que se negam a discutir aumento real de salário e o fim do trabalho aos sábados", explica o secretário de Negociação Coletiva da Fetiesc e presidente do Sindicato dos Plásticos de Jaraguá do Sul e Região, Sérgio Ferrari. Ele adverte que falta assessoramento ao Sindicato patronal. "A negociação está difícil pela incompetência da assessoria dos patrões. A produção das empresas vive bom momento, está acelerada, e os trabalhadores e trabalhadoras sabem disso", completa. A categoria reivindica 8% de reajuste salarial, 10% de reajuste no piso, abono de salário e o fim do trabalho aos sábados.
Polícia para quem precisa
Os dirigentes sindicais protestaram contra a presença ostensiva da Polícia Militar durante a deflagração da greve na Plasc. Várias viaturas, inclusive do Bope, permaneceram dentro do pátio da empresa. "A Polícia montou uma verdadeira operação de guerra para intimidar os trabalhadores e trabalhadoras. Por que o secretário de Segurança Pública não manda os policiais procurarem bandidos que amedrontam a população de Joinville?", sugere Ferrari. "Maria Helena de Moraes e Sérgio Homrich
A primeira empresa do setor plástico a paralisar atividades na produção foi a Plasc, na noite do dia 10. Mais de 80 dirigentes sindicais de todo estado permaneceram defronte ao portão principal da empresa, em Biguaçu, durante toda a madrugada, para convencerem os trabalhadores e trabalhadoras do terceiro turno sobre a necessidade da greve, que deve se estender a outras empresas da categoria, em Jaraguá do Sul e Rio Negrinho. A Plasc possui aproximadamente 300 trabalhadores nos três turnos.
"A greve vai se alastrar a outras empresas devido à intransigência dos patrões, que se negam a discutir aumento real de salário e o fim do trabalho aos sábados", explica o secretário de Negociação Coletiva da Fetiesc e presidente do Sindicato dos Plásticos de Jaraguá do Sul e Região, Sérgio Ferrari. Ele adverte que falta assessoramento ao Sindicato patronal. "A negociação está difícil pela incompetência da assessoria dos patrões. A produção das empresas vive bom momento, está acelerada, e os trabalhadores e trabalhadoras sabem disso", completa. A categoria reivindica 8% de reajuste salarial, 10% de reajuste no piso, abono de salário e o fim do trabalho aos sábados.
Polícia para quem precisa
Os dirigentes sindicais protestaram contra a presença ostensiva da Polícia Militar durante a deflagração da greve na Plasc. Várias viaturas, inclusive do Bope, permaneceram dentro do pátio da empresa. "A Polícia montou uma verdadeira operação de guerra para intimidar os trabalhadores e trabalhadoras. Por que o secretário de Segurança Pública não manda os policiais procurarem bandidos que amedrontam a população de Joinville?", sugere Ferrari. "Maria Helena de Moraes e Sérgio Homrich
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segunda-feira, 9 de junho de 2008
Setor plástico de Santa Catarina em estado de greve
Decisão foi tomada durante Assembléias nos municípios que integram a Campanha Salarial Unificada
Jaraguá do Sul – As trabalhadoras e trabalhadores do setor plástico do Estado, exceto os de Criciúma, decretaram estado de greve na categoria. A partir de segunda-feira (9 de junho) devem ocorrer paralisações-relâmpago em algumas empresas. A decisão pelo estado de greve foi tomada em quatro assembléias, realizadas entre os dias 30 de maio e 3 de junho e envolve trabalhadores do setor plástico das cidades Biguaçu, Jaraguá do Sul e Rio Negrinho, onde foi deflagrada a Campanha Unificada, coordenada pela Fetiesc (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de SC). A segunda audiência de conciliação entre os sindicatos patronal e dos trabalhadores está marcada para as 10 horas do dia 10 de junho, na Delegacia Regional do Trabalho, em Florianópolis.A categoria luta por um reajuste de salário, pelo menos, igual ao conquistado pelas trabalhadoras e trabalhadores do setor plástico de Criciúma, que foi de 8%, mais abono de R$ 300,00 e piso salarial de R$ 613,70, além da liberação dos pais ou responsáveis para levarem os filhos de até 14 anos a consultas médicas e odontológicas. A proposta do sindicato patronal para o restante do estado é de 6,3% de reajuste e foi rejeitada nas assembléias.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Plásticas, da Borracha e Papelão de Jaraguá do Sul e Região (Sintiquip) e também secretário de Negociação Coletiva da Fetiesc, Sérgio Ferrari, a greve tem a adesão maciça dos trabalhadores. "Os trabalhadores estão sabendo que o momento econômico é favorável e que esta seria a chance de se obter um aumento real de salário. Estão dispostos a parar, caso não sejam atendidas as suas reivindicações. O bolo cresceu, a classe trabalhadora quer a sua fatia", avisa Ferrari. A diretoria executiva da Fetiesc está reunida desde ontem (5), em Criciúma, para definir os novos rumos do movimento.
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sexta-feira, 16 de maio de 2008
Trabalhadores no setor plástico podem entrar em greve em Santa Catarina
Impasse na negociação coletiva com sindicato patronal motiva paralisação
Jaraguá do Sul - Os Sindicatos de Trabalhadores do setor plástico de Santa Catarina, filiados à Fetiesc, estão ingressando com dissídio coletivo em função do impasse criado pelos patrões que se negam a atender as reivindicações da categoria. A proposta de aumento salarial oferecida pelos patrões é de apenas 0,5%, índice considerado "aviltante" pela categoria, que ameaça com greve caso não sejam reconhecidas as reivindicações, que são: aumento real de salário com base no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2006 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, com o fim do trabalho aos sábados.
No início desse mês, os dirigentes sindicais realizaram manifestações em frente aos portões de acesso das principais empresas da categoria no estado: em Jaraguá do Sul, na Cryovac; em Rio Negrinho, na Busscar; e em Biguaçu, na Inplac. "Sentimos que o clima de indignação é geral entre os trabalhadores e trabalhadoras. Todos se mostraram receptivos aos Sindicatos e pararam para ouvir, o que prova que a Campanha Unificada não está somente no discurso, mas a disposição da categoria é pra luta", adverte o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Plásticos de Jaraguá do Sul e Região e secretário de Negociação Coletiva da Fetiesc, Sérgio Ferrari.
Na avaliação dos sindicalistas, a proposta de 0,5% de aumento salarial na data-base, feita pelo Sindicato patronal, é uma afronta à classe trabalhadora. "Para se ter uma idéia, em um piso salarial de R$ 521,40, o aumento real de 0,5% proposto pelos patrões vai representar míseros R$ 2,60 por mês ao salário dos trabalhadores e trabalhadoras, o equivalente a uma passagem de transporte coletivo em muitas cidades do Brasil, nos dias de hoje", critica Ferrari. Por: Informa Editora - Maria Helena de Moraes e Sérgio Homrich dos Santos
Jaraguá do Sul - Os Sindicatos de Trabalhadores do setor plástico de Santa Catarina, filiados à Fetiesc, estão ingressando com dissídio coletivo em função do impasse criado pelos patrões que se negam a atender as reivindicações da categoria. A proposta de aumento salarial oferecida pelos patrões é de apenas 0,5%, índice considerado "aviltante" pela categoria, que ameaça com greve caso não sejam reconhecidas as reivindicações, que são: aumento real de salário com base no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2006 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, com o fim do trabalho aos sábados.
No início desse mês, os dirigentes sindicais realizaram manifestações em frente aos portões de acesso das principais empresas da categoria no estado: em Jaraguá do Sul, na Cryovac; em Rio Negrinho, na Busscar; e em Biguaçu, na Inplac. "Sentimos que o clima de indignação é geral entre os trabalhadores e trabalhadoras. Todos se mostraram receptivos aos Sindicatos e pararam para ouvir, o que prova que a Campanha Unificada não está somente no discurso, mas a disposição da categoria é pra luta", adverte o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Plásticos de Jaraguá do Sul e Região e secretário de Negociação Coletiva da Fetiesc, Sérgio Ferrari.
Na avaliação dos sindicalistas, a proposta de 0,5% de aumento salarial na data-base, feita pelo Sindicato patronal, é uma afronta à classe trabalhadora. "Para se ter uma idéia, em um piso salarial de R$ 521,40, o aumento real de 0,5% proposto pelos patrões vai representar míseros R$ 2,60 por mês ao salário dos trabalhadores e trabalhadoras, o equivalente a uma passagem de transporte coletivo em muitas cidades do Brasil, nos dias de hoje", critica Ferrari. Por: Informa Editora - Maria Helena de Moraes e Sérgio Homrich dos Santos
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Trabalhadores ocupam fábrica em Campinas

A Ceralit fica em Campinas (SP) e produz ceras e óleos usados como matéria-prima em vários ramos industriais. Há cerca de 200 trabalhadores atualmente e já há alguns anos o patrão não paga corretamente os salários e direitos. O maquinário é antigo e o risco de acidentes é permanente. Porém, há também um setor novo na fábrica para a produção de biodiesel, que está subutilizado.Os trabalhadores da Flaskô sempre apoiaram os companheiros da Ceralit e alguns já visitaram a fábrica ocupada para ver como se aplica a gestão operária. Em maio de 2007, diante da incompetência patronal, os próprios trabalhadores conseguiram fechar acordos de fornecimento de matéria-prima e venda de produtos, mas, conforme explica o Sindicato dos Químicos:No dia 22 de dezembro último venceu o contrato com o fornecedor principal. Sem a matéria prima a produção parou, ficou impossível garantir os salários e houve o corte dos serviços prestados pelas concessionárias de água, luz e telefone. Este fornecedor garantia a entrega da matéria prima, pois estava interessado em comprar a Ceralit.No entanto, no dia 22, ele comunicou aos trabalhadores que a dívida de R$ 160 milhões supera o patrimônio da empresa, o que o levou a se desinteressar pela compra.Trabalhadores querem fazer a Ceralit funcionar com a ocupação da fábrica, além de impedir uma tentativa patronal de retirar as máquinas e equipamentos, os trabalhadores pretendem fazer com que ela volte a produzir. Para isso, nos próximos dias manterão contatos com fornecedores de matéria prima e com empresas que consomem o que a Ceralit produz.Toda força aos companheiros na defesa dos empregos, direitos e do parque fabril! Pela retomada da produção sob controle operário!
Para ver a matéria no site do Sind Quim, acesse:
Trabalhadores ocupam fábrica em Campinas
Fonte: Email recebido do companheiro Rafael Prata, jornalista da Região de Sumaré/Campinas-SP
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Trincheira
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